quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Pé de Pilão - Mario Quintana

Pé de Pilão é um texto poético narrativo, repleto de acontecimentos fantásticos, de imprevisibilidades, de transformações e imagens significativas, capazes de aguçar o imaginário do pequeno leitor.

Fadas, Nossa Senhora, poderes mágicos e milagres foram
entretecidos num mesmo poema narrativo, provocando a ruptura dos
elementos que estruturam os contos de fada tradicionais, adicionando
elementos da crença popular brasileira. (Marchi, 2000, p. 150).
Ao mesmo tempo em que se compõe de cenas cotidianas do universo infantil, trazendo questões como a família, a religiosidade, as regras sociais, a escola, auxiliando o infante a ampliar seu conhecimento de mundo.
Para Mario Quintana, as crianças têm uma poética própria, visivelmente explorada em Pé de Pilão, como nos revela o próprio poeta:

Eu comecei a fazer rimas, e a rima puxou o enredo: comecei com aquela rima do pato-sapato, e fui indo em frente, quando vi, notei que tinha uma história pronta [...] as crianças parecem que gostaram, e elas são os críticos mais terríveis que eu conheço [...] gostam de rimas do tipo ´Gabriela, cara de panela` ou ´Quintana, cara de banana`. É a poética das crianças .


Hoje, o grupo teatral a Turma do Pé Quente, composta por Cláudio Levitan, Pâmela Amaro, Melissa Arievo, Ed Lannes e Ian Ramil apresenta a Opereta Pé de Pilão que mistura teatro, bonecas e musical, o espetáculo ganhou o troféu Tibicuera 2006 de melhor trilha e se confirmou como um dos maiores sucessos do teatro infantil.

Com texto de Mário Quintana, música de Nico Nicolaiewsky, Vitor Ramil e Cláudio Levitan, e direção de Mário de Ballentti, o grupo de cinco atores-músicos conta e canta a história do menino que virou pato e sua avó enfeitiçada, que perde seu encanto, o de nunca envelhecer. O pato, na tentativa de reencontrar sua avó enviando-lhe uma foto, é preso pelo cavalo-polícia, junto com o macaco retratista e o passarinho da máquina fotográfica. Uma aventura que envolve cobra, fada enfeitiçada, Nossa Senhora, meninas traquinas, professor Dom Galaor, e muitos feitiços até ele reencontrar a sua avó enfeitiçada. (Acesse aqui).

Referências:

MARCHI, Diana Maria. A literatura infantil gaúcha: uma história possível. Porto Alegre: Editora da Universidade/ UFRGS, 2000.

DARIANO, Clóvis. Pé de pilão. Temporada 2008.

QUINTANA, Mario. Pé de pilão. São Paulo: Ática, 1996.


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