quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Lygia Bojunga Nunes - Os colegas


Em Os colegas, livro ganhador de vários prêmios nacionais e internacionais - Lygia cria um de seus mais famosos grupos de personagens, entre os quais o ursíssimo Voz de Cristal, o coelho Cara-de-pau, e os vira-latas Virinha e Latinha: seres abandonados, vivendo à margem da vida, mas que - uma vez reunidos pelo acaso - descobrem a amizade, a solidariedade e uma intensa alegria de viver.




Lygia Bojunga Nunes nasceu em Pelotas, RS, em 26 de agosto de 1932. Iniciou sua vida profissional como atriz, tendo-se dedicado ao rádio e ao teatro até voltar-se para a Literatura. Com a obra Os colegas (1972) conquistou um público que se solidificou com Angélica (1975), A casa da madrinha (1978), Corda bamba (1979), O sofá estampado (1980) e A bolsa amarela (1981). Por estes livros recebeu, em 1982 recebeu o Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante prêmio literário infantil, uma espécie de Prêmio Nobel daliteratura infantil O prêmio foi concedido pela International Board on Books for Young People, filiada à UNESCO. Os colegas já antes havia conquistado o primeiro lugar no Concurso de Literatura Infantil do Instituto Nacional do Livro (INL), em 1971, com ilustrações do desenhista Gian Calvi.

As idéias que permeiam as narrativas refletem as contradições do momento histórico do Brasil em nível possível de ser compreendido pelo leitor criança. Com perfeita integração no universo psicológico e lingüístico desse receptor especial, o texto de Lygia oferece a ele uma clara visão dos comportamentos sociais e o convida a uma caminhada literária que vai da fantasia ao domínio da lógica.

A narrativa quase sempre lida com o problema da autoridade, deslocando-a para a perspectiva da própria criança. Ela assume como seus, de forma extremamente sensível, as angústias e os problemas existenciais da infância frente ao adulto, que se crê dono da verdade. Sendo a narradora direta ou indiretamente de todas as histórias, ela expõe sempre o que pensa e discute os comportamentos sociais que lhe parecem falsos e absurdos, dando possibilidade ao surgimento de novos conceitos que valorizam a verdade, a fantasia, o lúdico e os caminhos da liberdade, propiciadores do conhecimento de si mesmo e do mundo.

A transgressão, algo inerente ao criador e sempre presente na obra de Lygia Bojunga Nunes, refere-se à busca do novo e à contestação dos valores passados. Ela instaura a reflexão crítica quando representa determinado momento histórico e se utiliza de metáforas para contestá-lo e a seus valores; ou quando, com inovações dos fatos lingüísticos, conduz à teoria e à prática de uma escrita que pretende corroer e destruir as convenções, as normas sócio-culturalmente aceitas como características da literatura.


É um dos maiores nomes da literatura infanto-juvenil brasileira e mundial, assim consagrada pela qualidade de sua obra e caracterização da problemática da criança, acuada dentro do núcleo familiar. Sua obra já foi publicada em alemão, espanhol, francês, sueco, norueguês, islandês, holandês, dinamarquês, japonês, catalão, húngaro, búlgaro e finlandês. Seus livros têm sido altamente recomendados pela crítica européia e estão sendo radiofonizados em vários países, sendo que um deles, Corda bamba, foi filmado na Suécia.

Para conhecer mais sobre esse universo de Lygia Bojunga
e outras obras da autora,
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