quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mafalda


Mafalda é a menina-personagem mais crítica de Quino. A trajetória da Mafalda engloba o período que vai de 1964 a 1973, através de três publicações: “Primera Plana”, “El Mundo” e “Siete Días Ilustrados”. Muito antes da despedida oficial da tira, em junho de 1973, Quino, e ninguém além dele, já tinha percebido que o repertório tinha se esgotado e que não podia insistir sem se repetir. Ao contrário de outros colegas seus, como Schulz (criador de Snoopy), que fizeram com que os próprios quadrinhos perdurassem graças ao apoio de uma equipe de cartunistas e desenhistas, Quino nunca quis perder o contato direto com a própria criação. Nunca quis adotar tal método de trabalho porque não o considerava adequado ao seu estilo, assim como nunca utilizou um mecanismo particular de trabalho. Antes que qualquer outra pessoa pudesse perceber, Quino soube que a Mafalda tinha cumprido a sua missão. Os dez livros publicados sobre a Mafalda não abrangem completamente todas as experiências do personagem que Umberto Eco definiu como uma “heroína iracunda que rejeita o mundo assim como ele é [...] reivindicando o seu direito de continuar sendo uma menina que não quer se responsabilizar por um universo adulterado pelos pais”.

Disponível em: http://www.mafalda.net/pt/geschichte.php





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